Da criatividade, do talento e da simplicidade - Mistura explosiva de BOA DISPOSIÇÃO!
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Eu nunca guardei rebanhos. Mas é como se os guardasse...
Filme "Mondego" em alta resolução - Por Daniel Pinheiro
"Um rio aclamado por poetas e compositores, intimamente ligado à história de Portugal. Enquanto as suas águas se fundem com o mar, uma pequena fonte, escondida no alto da Serra da Estrela, continua a assegurar que o Mondego dá vida à sua grande variedade de habitats e de vida selvagem."
"Um rio aclamado por poetas e compositores, intimamente ligado à história de Portugal. Enquanto as suas águas se fundem com o mar, uma pequena fonte, escondida no alto da Serra da Estrela, continua a assegurar que o Mondego dá vida à sua grande variedade de habitats e de vida selvagem."
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Com um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes,
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita coisa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva toda.
Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias,
Eu olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.
Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predilecta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer coisa natural
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Com um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes,
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita coisa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva toda.
Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias,
Eu olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.
Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predilecta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer coisa natural
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.
O Guardador de Rebanhos
Alberto Caeiro
terça-feira, 19 de abril de 2011
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Tempo de Natal pode significar muita coisa... basta abrir os olhos e os ouvidos do coração!
... e Paz na Terra
aos homens de boa vontade.
Verdade seja dita que a alegria, a festa e a empatia podem acontecer a qualquer momento e em qualquer lugar...
...e que, se naquele tempo os anjos celebraram cantando por terras de Belém,
hoje em dia também podem descer à Terra sob a forma de mulheres e homens comuns, à hora de almoço, num centro comercial perto de nós... :)
...trazendo música consigo, pois claro,
ou alguém duvida disso?!? :))
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
A música é assim mesmo. Faz milagres onde menos se espera. Faz o tempo ficar suspenso enquanto toca no mais fundo do nosso ser.
O filme "Amargo Pesadelo" estava na altura a ser rodado no interior dos Estados Unidos. O diretor alugou um posto de gasolina nos confins do mundo, onde aconteceria uma cena entre vários atores contracenando com o proprietário do posto, onde ele também morava com sua mulher e filho. Este último era autista e nunca saía do terreno da casa.
A equipa parou no posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o diretor teve a felicidade de encaixar no filme.
Num dos takes para refazer a cena do abastecimento, um dos atores que, sendo músico, andava sempre acompanhado do seu instrumento de cordas, aproveitando o intervalo da gravação e, já tendo percebido a presença de um garoto que dedilhava um banjo na varanda da casa, aproximou-se e começou a repetir a sequência musical deste.
Como houve uma "resposta musical" por parte do miúdo, o diretor apercebeu-se da importância da cena e mandou filmar. O restante pode ver-se no vídeo.
Alguns detalhes a não perder:
- o garoto é verdadeiramente um autista;
- ele não estava nos planos do filme;
- a alegria do pai ao presenciar o duelo dos banjos... dançando;
- a felicidade da mãe captada numa janela da casa;
- a reação autêntica de um autista quando o ator músico quer cumprimentá-lo.
Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do miúdo.
A sua expressão. No início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria.
A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície.
Depois, volta de novo para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada "por um acaso" no filme "Amargo Pesadelo" (Ano: 1972).
A equipa parou no posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o diretor teve a felicidade de encaixar no filme.
Num dos takes para refazer a cena do abastecimento, um dos atores que, sendo músico, andava sempre acompanhado do seu instrumento de cordas, aproveitando o intervalo da gravação e, já tendo percebido a presença de um garoto que dedilhava um banjo na varanda da casa, aproximou-se e começou a repetir a sequência musical deste.
Como houve uma "resposta musical" por parte do miúdo, o diretor apercebeu-se da importância da cena e mandou filmar. O restante pode ver-se no vídeo.
Alguns detalhes a não perder:
- o garoto é verdadeiramente um autista;
- ele não estava nos planos do filme;
- a alegria do pai ao presenciar o duelo dos banjos... dançando;
- a felicidade da mãe captada numa janela da casa;
- a reação autêntica de um autista quando o ator músico quer cumprimentá-lo.
Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do miúdo.
A sua expressão. No início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria.
A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície.
Depois, volta de novo para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada "por um acaso" no filme "Amargo Pesadelo" (Ano: 1972).
Aqui fica este momento inesquecível:
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Mankind Is No Island - Homenagem aos Sem-Abrigo
Verdadeiramente fantástico este filme...
This story is about 2 cities
Divided by a great ocean
United by hope
Hunger
Through your eyes
Our city is famous
Happy
You can feel the love
Love Love Love Love
I love Sydney
I love NY
But what is it we love today
Do we love the people or the place
Do we measure empathy by donations
I walk by you today.
I always look away
Well worn boots
With no standing
With no standing
With no standing
Do you reason with your condition
Our city says
We’ll look after you
Your very own family turned blind
When did you last see your dad
Boys
Mother
Brothers
No fortune to indulge
No sunflower
No rainbow
No successful life
I walk by you today.
I did not look away
A story around every corner
The gentle art of hearing
Your truth
Your thinking
Your inner Spirit
No different to me
This is Freedom?
Mankind is no island
END
O Tropfest é o maior festival de curtas metragens do mundo. Comecou há 17 anos em Sydney e no ano passado teve a sua primeira edição em Nova York.
O vencedor do ano passado foi este filme que foi totalmente filmado com um telemóvel. O seu orçamento foi de 40 dólares (cerca de 30 euros)!
This story is about 2 cities
Divided by a great ocean
United by hope
Hunger
Through your eyes
Our city is famous
Happy
You can feel the love
Love Love Love Love
I love Sydney
I love NY
But what is it we love today
Do we love the people or the place
Do we measure empathy by donations
I walk by you today.
I always look away
Well worn boots
With no standing
With no standing
With no standing
Do you reason with your condition
Our city says
We’ll look after you
Your very own family turned blind
When did you last see your dad
Boys
Mother
Brothers
No fortune to indulge
No sunflower
No rainbow
No successful life
I walk by you today.
I did not look away
A story around every corner
The gentle art of hearing
Your truth
Your thinking
Your inner Spirit
No different to me
This is Freedom?
Mankind is no island
END
O Tropfest é o maior festival de curtas metragens do mundo. Comecou há 17 anos em Sydney e no ano passado teve a sua primeira edição em Nova York.
O vencedor do ano passado foi este filme que foi totalmente filmado com um telemóvel. O seu orçamento foi de 40 dólares (cerca de 30 euros)!
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