A Vida é uma eterna procura.
Este blog é uma viagem interior e o reflexo de uma permanente busca do encontro
com O Deus-Amor, com o próximo, comigo própria...

Enfim, é o espelho de um espírito inquieto.

Pintura de Paul Klee
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Quando a música, a poesia e o génio humano se encontram...

... nada mais há a fazer ou dizer senão 
rendermo-nos à magia da Arte.

 

I TURN THE MUSIC UP, I GOT MY RECORDS ON
I SHUT THE WORLD OUTSIDE UNTIL THE LIGHTS COME ON
MAYBE THE STREETS ALIGHT, MAYBE THE TREES ARE GONE
I FEEL MY HEART START BEATING TO MY FAVOURITE SONG

AND ALL THE KIDS THEY DANCE, ALL THE KIDS ALL NIGHT

UNTIL MONDAY MORNING FEELS ANOTHER LIFE
I TURN THE MUSIC UP
I'M ON A ROLL THIS TIME
AND HEAVEN IS IN SIGHT

I TURN THE MUSIC UP, I GOT MY RECORDS ON

FROM UNDERNEATH THE RUBBLE SING A REBEL SONG
DON'T WANT TO SEE ANOTHER GENERATION DROP
I'D RATHER BE A COMMA THAN A FULL STOP

MAYBE I'M IN THE BLACK, MAYBE I'M ON MY KNEES

MAYBE I'M IN THE GAP BETWEEN THE TWO TRAPEZES
BUT MY HEART IS BEATING AND MY PULSES START

CATHEDRALS IN MY HEART

AND WE SAW OH THIS LIGHT I SWEAR YOU, EMERGE BLINKING INTO

TO TELL ME IT'S ALRIGHT
AS WE SOAR WALLS, EVERY SIREN IS A SYMPHONY

AND EVERY TEAR'S A WATERFALL
IS A WATERFALL

SO YOU CAN HURT, HURT ME BAD

BUT STILL I'LL RAISE THE FLAG

IT WAS A WATERFALL

EVERY TEARDROP IS A WATERFALL



Coldplay

Composição: Peter Allen / Brian Eno / Guy Berryman / Jon Buckland / Chris Martin / Will Champion / Adrienne Anderson

sábado, 29 de janeiro de 2011

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Starry starry night

Uma homenagem incrível de Don McLean a Van Gogh.
Ver, ouvir, ler, viver com encantamento este encontro de génios em artes que se completam.
Maravilhoso...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Palavras de vida de Rosa Lobato Faria

"(...) Aos 17 anos entrei para a Faculdade sem fazer a mínima ideia do que isso fosse. Aos 19 casei-me,ainda completamente em branco (e não me refiro só à cor do vestido). Só seis anos, três filhos e centenas de livros mais tarde é que resolvi arrumar os meus valores como quem arruma um guarda-vestidos. Isto não, isto não se usa, isto não gosto, isto sim, isto seguramente, isto talvez. Os preconceitos foram os primeiros a desandar, assim como todos os itens que à pergunta porquê só me tinham respondido porque sim, ou, pior, porque sempre foi assim. E eu, tumba, lixo, se sempre foi assim é altura de deixar de ser e começar a abrir caminho às gerações futuras (ainda não sabia que entre os meus 12 netos se contariam nove mulheres). Ouvi ontem uma jovem a dizer, a revolução que nós fizemos nos últimos anos. Não meu amor: a revolução que NÓS fizemos nos últimos 50 anos. Mas não interessa quem fez o quê. É preciso é que tenha sido feito. E que seja feito. E eu fiz tudo, quando ainda não era suposto. Quando descobri que ser livre era acreditar em mim própria, nos meus poucos, mas bons, valores pessoais.

Depois foram as circunstâncias da vida. A alegria de mais um filho, erros, acertos, disparates, generosidades, ingenuidades, tudo muito bom para aprender alguma coisa. Tudo muito bom. Aprender é a palavra chave e dou por mal empregue o dia em que não aprendo nada. Ainda espero ter tempo de aprender muita coisa, agora que decidi que a Bíblia é uma metáfora da vida humana e posso glosar essa descoberta até, praticamente, ao infinito.

Pois é. Eu achava, pobre de mim, que era poetisa. Ainda não sabia que estava só a tirar apontamentos para o que havia de fazer mais tarde. A ganhar intimidade, cumplicidade com as palavras. Também escrevia crónicas e contos e recados à mulher-a-dias. E de repente, aos 63 anos, renasci. Cresceu-me uma alma de romancista e vá de escrever dez romances em 12 anos, mais um livro de contos (Os Linhos da Avó) e sete ou oito livros infantis. (Esta não é a minha área, mas não sei porquê, pedem-me livros infantis. Ainda não escrevi nenhum que me procurasse como acontece com os romances para adultos, que vêm de noite ou quando vou no comboio e se me insinuam nos interstícios do cérebro, e me atiram para outra dimensão e me fazem sorrir por dentro o tempo todo e me tornam mais disponível, mais alegre, mais nova).

Isto da idade também tem a sua graça. Por fora, realmente, nota-se muito. Mas eu pouco olho para o espelho e esqueço-me dessa história da imagem. Quando estou em processo criativo sinto-me bonita. É como se tivesse luzinhas na cabeça. Há 45 anos, com aquela soberba muito feminina, costumava dizer que o meu espelho eram os olhos dos homens. Agora são os olhos dos meus leitores, sem distinção de sexo, raça,
idade ou religião. É um progresso enorme.

(...) senti-me tentada a escrever para o palco, que é uma das coisas mais consoladoras que existem (outra pessoa diria gratificantes, mas eu, não sei porquê, embirro com essa palavra). Não há nada mais bonito do que ver as nossas palavras ganharem vida, e sangue, e alma, pela voz e pelo corpo e pela inteligência dos actores. Adoro actores. Mas não me atrevo a fazer teatro porque não aprendi.

Que mais? Ah, as cantigas. Já escrevi mais de mil e 500 e é uma das coisas mais divertidas que me aconteceu. Ouvir a música e perceber oque é que lá vem escrito, porque a melodia, como o vento, tem uma alma e é preciso descobrir o que ela esconde. Depois é uma lotaria. Ou me cantam maravilhosamente bem ou tristemente mal. Mas há que arriscar e, no fundo, é só uma cantiga. Irrelevante.

Se isto fosse uma autobiografia teria muitas outras coisas para contar. Mas não conto. Primeiro, porque não quero. Segundo, porque só me dão este espaço que, para 75 anos de vida, convenhamos, não é excessivo. Encontramo-nos no meu próximo romance."

in "Autobiografia", de Rosa Lobato Faria

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

No mistério do sem-fim

"Aprendi com as primaveras a me deixar cortar
para poder voltar sempre inteira."
No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.

E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,

entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta.

Cecília Meireles

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Inquietude de alma...

As vezes tenho ideias felizes,
Ideias subitamente felizes, em ideias
E nas palavras em que naturalmente se despegam...
Depois de escrever, leio...
Por que escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto?
Isto é melhor do que eu...
Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?...

Álvaro de Campos

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Balançar

Fabulosa canção de Mafalda Veiga.
Ouvi-a pela primeira vez aqui há uns dias no rádio, numa versão belíssima em dueto com o Tiago Bettencourt. Não a descobri em mais sítio algum, por isso aqui deixo a interpretação original, que também é lindaaaaaa!

Pedes-me um tempo,
para balanço de vida.
Mas eu sou de letras,
não me sei dividir.
Para mim um balanço
é mesmo balançar,
balançar até dar balanço
e sair..

Pedes-me um sonho,
para fazer de chão.
Mas eu desses não tenho,
só dos de voar.

Agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração...

Pedes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens.
Esqueces que às vezes,
quando falha o chão,
o salto é sem rede
e tens de abrir as mãos.

Pedes-me um sonho
para juntar os pedaços
mas nem tudo o que parte
se volta a colar.

E agarras a minha mão
com a tua mão e prendes-me
e dizes-me para te salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração.

sábado, 19 de setembro de 2009

Dedicado ao meu Amor e Companheiro, neste dia especial

"Existe somente uma idade
para nos encantarmos com a vida e viver apaixonadamente.
Essa idade tão fugaz na nossa vida
chama-se PRESENTE.”
Dedicado a TI,
meu companheiro de uma vida,
da minha vida.
Desde que os nossos caminhos se cruzaram
e tocaste o meu coração,
que agradeço a Deus por ter pensado em mim
quando te dedicou a alguém.
E por ter proporcionado que festejemos juntos
mais um aniversário teu,
meu AMOR!...

“Não sei se a vida é curta ou longa demais para nós,
mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que acaricia,
desejo que sacia,
Amor que promove.
Tudo isso não é coisa de outro mundo;
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira, pura,
enquanto durar.”

Cora Coralina


Meu amor é amor de virtude
Sem máscaras por trás
Meu amor é uma arte de paz
Meu amor é amor de verdade
Meu amor é uma arte maior
Meu amor, minha prenda encantada
Minha eterna morada
Meu espaço sem fim
Meu amor não aceita fronteira
Como a primavera
Não escolhe jardim
Meu amor, não é amor de mercado
Esse amor tão sangrado
Não se tem p'ra lucrar
Meu amor é tudo quanto tenho
E se eu o vendo ou empenho
Para quê respirar?
Meu amor alivia e acalma
É o remédio da alma
P'ra quem quer se curar
Meu amor é humilde, é singelo
E o destino mais belo
É torná-lo maior
Meu amor, o mais apaixonado
Meu amor abre o peito p’ra morte
E se entrega p’ra sorte
Por um tempo melhor
Meu amor, esse amor destemido
Arde em fogo infinito
Por quem merece amor.

Adaptado de "Por Quien Merece Amor", de Sílvio Rodriguez, versão de Miltinho, interpretado por MPB4

terça-feira, 24 de março de 2009

TRANSFORMAÇÃO DE VIDA(S)

O "Até logo" a um Pai inesquecível...

NÃO MORREU!...

Levanta o olhar para lá das nuvens da tristeza e da saudade e solidão...
Verás que aquele que amas continua teu, porque está vivo!...
Adormeceu...

Rasga o nevoeiro denso da amargura com os faróis da Fé e da Esperança,
e verás que aquele que amas continua teu, porque está vivo!...
Adormeceu...

E quando transpuseres a curva da morte na caminhada veloz para os céus, reencontrarás aquele que partiu e amas eternamente vivo na Vida de Deus…

Poema de Mário Salgueirinho

sábado, 15 de novembro de 2008

Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.

Pablo Neruda

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Urgência


É urgente o amor.

É urgente um barco no mar.



É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.


É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor,
é urgente
Permanecer.



Poema de Eugénio de Andrade
Pinturas de João Barcelos

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Recebido há bastantes anos atrás e retribuído hoje a uma pessoa muito, muito especial

"Um amigo não é pedra morta ou Rochedo escuro.
É o farol da vida plantado num monte.
É o desejo ardente de saltar o muro
e do outro lado sentir a felicidade
de ter nascido e crescido com tal amizade."

A. P.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Encontrar-me...

Perco-me no mundo
Para a seguir me encontrar
Voltar a ser,
emergir de mim própria
Quedo-me no silêncio,
Perco a noção do tempo
Que fiz e desfiz como um tapete
Que vou tecendo com as cores
Do meu ser...
Um dia azul
Outro negro carregado
E faço e desfaço
Um dia coloco pérolas
No outro destroços
Perco e encontro-me
Em mim, em mim...
Esvazio e encho-me
Porque tudo começa
E se prolonga no dedilhar silencioso
Da penumbra de nós
Quando cai o véu... e vemos claramente
Onde estamos, quem somos... E porquê...

Poema da Elsa Sequeira,
com o qual participou no livro
"Nas Águas do Verso".
Podem encontrar a Elsa no blog
http://eu-estou-aki.blogspot.com/