A Vida é uma eterna procura.
Este blog é uma viagem interior e o reflexo de uma permanente busca do encontro
com O Deus-Amor, com o próximo, comigo própria...

Enfim, é o espelho de um espírito inquieto.

Pintura de Paul Klee
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A música é assim mesmo. Faz milagres onde menos se espera. Faz o tempo ficar suspenso enquanto toca no mais fundo do nosso ser.

O filme "Amargo Pesadelo" estava na altura a ser rodado no interior dos Estados Unidos. O diretor alugou um posto de gasolina nos confins do mundo, onde aconteceria uma cena entre vários atores contracenando com o proprietário do posto, onde ele também morava com sua mulher e filho. Este último era autista e nunca saía do terreno da casa.
A equipa parou no posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o diretor teve a felicidade de encaixar no filme.

Num dos takes para refazer a cena do abastecimento, um dos atores que, sendo músico, andava sempre acompanhado do seu instrumento de cordas, aproveitando o intervalo da gravação e, já tendo percebido a presença de um garoto que dedilhava um banjo na varanda da casa, aproximou-se e começou a repetir a sequência musical deste.

Como houve uma "resposta musical" por parte do miúdo, o diretor apercebeu-se da importância da cena e mandou filmar. O restante pode ver-se no vídeo.
Alguns detalhes a não perder:
- o garoto é verdadeiramente um autista;
- ele não estava nos planos do filme;
- a alegria do pai ao presenciar o duelo dos banjos... dançando;
- a felicidade da mãe captada numa janela da casa;
- a reação autêntica de um autista quando o ator músico quer cumprimentá-lo.

Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do miúdo.
A sua expressão. No início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria.
A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície.
Depois, volta de novo para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada "por um acaso" no filme "Amargo Pesadelo" (Ano: 1972).

Aqui fica este momento inesquecível:

sábado, 14 de agosto de 2010

"O FUNDO DA LINHA" - O tempo esgotou-se


Recifes de coral que levaram milhares de anos a formar-se. Peixes com 200 anos. Ecossistemas frágeis.
Tudo destruído com uma única passagem de uma rede de arrasto.
"Uma rede de arrasto pode varrer uma área do tamanho de 5 mil campos de futebol numa única viagem.
Está na hora de cumprir as regras ou de parar com a pesca de profundidade em alto mar." 

É inacreditável o mal que a inconsciência humana pode fazer!... Ou a ganância.
Revolta-me, dá-me náuseas, e tenho vontade de chorar, ao ver estas imagens.
Não consigo dizer mais nada.

Ver o filme:

"Uma rede de arrasto pode varrer uma área do tamanho de 5 mil campos de futebol numa única viagem.
Está na hora de cumprir as regras ou de parar com a pesca de profundidade em alto mar."  

A  Greenpeace está  a divulgar o vídeo O Fundo da Linha  para alertar para a destruição causada pela pesca de profundidade em  águas internacionais. Este vídeo conta com o apoio de Sigourney  Weaver e insta os governos de todo o mundo a adoptar medidas  concretas e urgentes para defender a vida marinha que se esconde nas  profundezas dos oceanos. 
A Greenpeace está na estrada para  sensibilizar consumidores para as ameaças que os ecossistemas  vulneráveis em alto mar enfrentam e pressionar os retalhistas a  tomar a liderança e parar de comercializar espécies de peixe de  profundidade. Estas grandes empresas têm o dever de garantir aos  seus consumidores a sustentabilidade de todo o peixe que vendem e de  não encorajar a destruição dos últimos refúgios de vida marinha do  planeta.
Este vídeo é  uma boa oportunidade para divulgar as ameaças  que os ecossistemas das águas profundas enfrentam.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Contentar-se com o necessário

Por: JOSÉ REBELO, Director da revista World Mission

Artigo de opinião da Revista Além-Mar de Abril de 2010


Relações pessoais, comunhão, meditação, empenho de fé podem fazer muito mais que o dinheiro pela nossa felicidade.

A cultura consumista que se impôs no Ocidente conseguiu espalhar-se pelo planeta inteiro, chegando até aos mais remotos lugares. O resultado desta colonização cultural está à vista, em todo o lado: as pessoas acabam por fazer compras mais para satisfazer necessidades impostas do que necessidades reais. Deixa-nos perplexos, por exemplo, ver que há pessoas que lutam pela sua sobrevivência diária, no meio de grandes dificuldades, para chegar ao fim do mês com o magro salário que ganham, e que, apesar disso, exibem telemóveis sofisticados – por vezes, tendo até mais que um – para depois virmos a saber que tiveram de os ir depositar na penhora em troca por dinheiro para satisfazer necessidades mais imediatas.
Em menos de meio século, houve um aumento de seis vezes mais nos índices de consumo, sob a pressão de um forte condicionamento cultural que influencia o comportamento das pessoas. Líderes de governos e economistas de renome defendem que o consumo é necessário para estimular o crescimento da economia. E a florescente indústria da publicidade seduz continuamente as pessoas, fazendo-lhes acreditar que serão mais felizes se tiverem acesso aos bens e serviços do progresso material.
Mas precisamos realmente de comprar e possuir tantos bens de consumo que a modernidade nos oferece? Tom Hodgkinson escreveu recentemente no Guardian: «De facto, nós sobrevivemos bastante bem, durante milénios, sem computadores e telemóveis. Shakespeare não possuía Blackberry e Aristóteles conseguiu ser o que foi sem um Iphone. O Cristianismo espalhou-se pelo mundo inteiro sem blogues e Internet. Cristo fez o sermão da montanha e deu a conhecer o seu programa sem recorrer a uma apresentação powerpoint. Toda esta nossa tecnologia não é necessária para se ter uma vida feliz.»
Esta linha de pensamento «provocadora» ajuda-nos a focalizar a nossa reflexão naquilo que é essencial na vida e no que queremos fazer do nosso mundo. O consumismo desenfreado é a maior causa da degradação ambiental, para além de ser também causa de degradação moral; as pessoas atiram para trás das costas os valores morais para alimentarem uma sede de ter e de prazer que sacrifica valores e comportamento éticos. Muitos dos ecossistemas da Terra estão em risco de extinção e nós vivemos num planeta com recursos limitados: não podemos continuar a explorá-los desta maneira, pois pomos em risco o futuro, nosso e das gerações vindouras.
A ciência e a economia não possuem a fórmula para salvar o nosso planeta das nossas destrutivas maneiras de viver. A solução está na decisão de vivermos de uma maneira mais sustentável, que implica a opção por vivermos vidas mais simples e modestas, contentes em termos o necessário. Esta opção leva necessariamente a não cooperar com uma cultura do desperdício que promove o consumo, a destruição das coisas só porque têm de ser substituídas por outras novas.
A compulsão para comprar e exibir os bens de consumo conotados com moda e estatuto social – carros de luxo, roupas de marca, gadgets electrónicos – é sintoma de baixa auto-estima e dependência. O desafio é combater essa compulsão promovendo uma visão da vida, uma espiritualidade, que abrace os mais genuínos valores da simplicidade, da solidariedade e da comunhão com a Natureza e os demais seres humanos. O dinheiro e os bens de consumo que ele pode comprar podem contribuir para o nosso bem-estar mas não nos asseguram a felicidade. Sobriedade, domínio e dom de si, verdade, amor, relações pessoais autênticas, comunhão, meditação, empenho de fé podem fazer muito mais pela nossa felicidade.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pink Glove Dance - Uma boa ideia por uma boa causa

Sensibilização contra o cancro da mama.
Uma iniciativa bem disposta e imaginativa de um hospital americano na luta contra um problema grave e que nada tem de divertido.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Botellas al Mar - Abel Pintos


Una alerta roja que suena,
no mas guerras, no mas penas,
un niño desnudo que ruega
que la sensatez vuelva a su lugar,
que en vez de cañones fabriquen pan.

Un velero blanco navega,
no mas buques chimenea,
un lobo marino que ruega
que la sensatez vuelva a su lugar,
que en vez de matarlos los cuiden mas.

Voy mirando donde las armas,
como heridas abiertas,
voy mirando donde las armas,
esperando una respuesta.

Un pañuelo blanco flamea,
por un hombre sin fronteras,
una niña negra que ruega,
que la sensatez vuelva a su lugar,
que en vez de rencores sembremos paz.

Palomita blanca que llevas,
el mensaje de mi tierra,
dile a los genios que inventan,
que la sensatez vuelva a su lugar,
que con la vida no juegan mas.

domingo, 10 de janeiro de 2010

A Beat for Peace - Drumming for a brighter future for the people of Sudan


"Join the beat for peace

Sudan is at a critical moment in its history.

On 9 January 2010, Sudanese communities and activists around the world are joining together to call on international leaders to take urgent diplomatic action to prevent an escalation of conflict in Sudan that could lead to massive human rights violations.

9 January 2010 also marks the fifth anniversary of the Comprehensive Peace Agreement, which signaled the end of the civil war. Millions were killed. Millions were displaced. Millions suffered dire human rights abuses.
And one year on from 9 January 2010 – in 365 days – a referendum is due to be held to determine the future of Sudan.

But there is a real danger that war will return. Violence is on the increase in Southern Sudan and in Darfur millions continue to suffer daily in camps.

Join Sudan365: join thousands of people across the world by drumming along to a global beat for peace in Sudan.

The beat will start in Sudan and will be echoed by people from all over the world: from Nairobi to New York, London to Tokyo.

Famous drummers from Radiohead, The Police, Pink Floyd, Snow Patrol and the legendary musicians Mohammed Munir, Yehia Khalil and Mustaffa Tettey Addy are all joining the beat.

Join a beat for peace and call on governments worldwide to take action to prevent war in Sudan.

Join a beat for peace and call on governments worldwide and Sudanese leaders to protect the people of Sudan.

Join a beat for peace and call on governments worldwide to protect human rights and give peace a chance in Sudan.

Join the global beat for peace."

Do site "Sudan 365 - A Beat for peace"
http://www.sudan365.org/

domingo, 22 de novembro de 2009

"Earth Song" de Michael Jackson

Vídeo-clip espectacular, muito pouco conhecido.
Foi filmado na África, Amazónia, Croácia e Nova York.
Vale a pena ver e ouvir. Um génio em acção, e por uma boa causa.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Concerto Solidário por Darfur

Posso dizer-vos que, quem comprar o CD,
para além de estar a contribuir para esta causa,
poderá ouvir músicas lindíssimas, algumas notáveis!
Estou a falar, só para dar um exemplo,

do tema "Darfur"
dos Red Zone.
Vale mesmo a pena, por todos os motivos!

sábado, 22 de dezembro de 2007

Natal sem coração não é Natal - Por Darfur

No Natal, bem como no resto do ano, como é importante que o nosso CORAÇÃO seja DE CARNE E SANGUE, e não de pedra e pó, pois que há quem REALMENTE precise da nossa ajuda.
Pode ser alguém que nos é muito próximo, pode ser um vizinho ou um colega, ou alguém aparentemente (só aparentemente) longínquo.
Estendermos a nossa mão pode fazer TODA a diferença.

Os irmãos do Darfur PRECISAM de nós.
Uma forma de ajudar é comprar o CD.
Na plataforma "Por Darfur", cujo link está ao lado, é possível saber mais informações.
Aqui em Castelo Branco, quem pode disponibilizar o CD é a Elsa, a quem encontram no blog "Eu estou aki...".

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Solidários com Flávia

Texto escrito pela mãe de Flavia. Uma mãe que há quase 10 anos sofre, não só com o sofrer da sua própria filha, Flavia, mas, sobretudo, com a lentidão da "justiça" no Brasil.

"Este blog existe, porque minha filha Flavia, que em poucos dias completará 20 anos de idade, está em coma vigil há quase 10 anos desde que um acidente com RALO DE PISCINA lhe interrompeu a infância saudável. Este blog existe porque o acidente acontecido com Flavia já havia acontecido com outras crianças e continuou a acontecer, no Brasil, em Portugal, nos Estados Unidos, Na França, na Rússia...E este blog existe porque apesar da ação devastadora dos acidentes causados por ralos de piscina, locais e empresas responsáveis pela venda, instalação e manutenção desses ralos que compõem os sistemas de sucção de piscinas, continuam indiferentes à sorte das vítimas, continuam na impunidade, mesmo muitos anos depois da ocorrência das tragédias.É preciso urgência na fiscalização da venda, instalação e manutenção dos sistemas de sucção de piscinas. É preciso punição exemplar para quem cometeu ou venha a cometer negligências com a segurança dos sistemas de sucção de piscinas. É preciso cobrar agilidade da justiça na proteção das vítimas.Como eu disse no post anterior, sozinhos fica difícil, mas juntos, somos poderosos. Por isso, peço a adesão de vocês na blogagem coletiva que estará acontecendo no próximo dia 17 de Dezembro, para aumentar a visibilidade da história de Flavia que é apenas um exemplo, não só no Brasil mas no mundo, da negligência, da impunidade e do desrespeito aos direitos humanos de todos nós.

EM TEMPO: A empresa fabricante do ralo de piscina que causou o acidente que deixou Flavia em coma irreversível e que até hoje não foi condenada pela justiça brasileira a indenizar Flavia, conforme venho mencionando em posts anteriores, é a JACUZZI DO BRASIL

FLAVIA,VIVENDO EM COMA

Muito obrigada.

Odele Souza"