Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012
Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011
Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
Terça-feira, 22 de Novembro de 2011
Eu nunca guardei rebanhos. Mas é como se os guardasse...
Filme "Mondego" em alta resolução - Por Daniel Pinheiro
"Um rio aclamado por poetas e compositores, intimamente ligado à história de Portugal. Enquanto as suas águas se fundem com o mar, uma pequena fonte, escondida no alto da Serra da Estrela, continua a assegurar que o Mondego dá vida à sua grande variedade de habitats e de vida selvagem."
"Um rio aclamado por poetas e compositores, intimamente ligado à história de Portugal. Enquanto as suas águas se fundem com o mar, uma pequena fonte, escondida no alto da Serra da Estrela, continua a assegurar que o Mondego dá vida à sua grande variedade de habitats e de vida selvagem."
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Com um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes,
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita coisa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva toda.
Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias,
Eu olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.
Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predilecta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer coisa natural
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Com um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes,
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita coisa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva toda.
Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias,
Eu olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.
Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predilecta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer coisa natural
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.
O Guardador de Rebanhos
Alberto Caeiro
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Filmes,
Música e Imagem,
Natureza
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Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011
Meu Belo País Azul ...
Alfredo Keil / Luís Pipa
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Momento de Poesia,
Música e Imagem
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Terça-feira, 2 de Agosto de 2011
Junk?!? No, thank's!
Because... WE ARE SPECIAL!
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Reflexões,
Solidariedade
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Sexta-feira, 8 de Julho de 2011
Quando a música, a poesia e o génio humano se encontram...
... nada mais há a fazer ou dizer senão
rendermo-nos à magia da Arte.
I TURN THE MUSIC UP, I GOT MY RECORDS ON
I SHUT THE WORLD OUTSIDE UNTIL THE LIGHTS COME ON
MAYBE THE STREETS ALIGHT, MAYBE THE TREES ARE GONE
I FEEL MY HEART START BEATING TO MY FAVOURITE SONG
AND ALL THE KIDS THEY DANCE, ALL THE KIDS ALL NIGHT
UNTIL MONDAY MORNING FEELS ANOTHER LIFE
I TURN THE MUSIC UP
I'M ON A ROLL THIS TIME
AND HEAVEN IS IN SIGHT
I TURN THE MUSIC UP, I GOT MY RECORDS ON
FROM UNDERNEATH THE RUBBLE SING A REBEL SONG
DON'T WANT TO SEE ANOTHER GENERATION DROP
I'D RATHER BE A COMMA THAN A FULL STOP
MAYBE I'M IN THE BLACK, MAYBE I'M ON MY KNEES
MAYBE I'M IN THE GAP BETWEEN THE TWO TRAPEZES
BUT MY HEART IS BEATING AND MY PULSES START
CATHEDRALS IN MY HEART
AND WE SAW OH THIS LIGHT I SWEAR YOU, EMERGE BLINKING INTO
TO TELL ME IT'S ALRIGHT
AS WE SOAR WALLS, EVERY SIREN IS A SYMPHONY
AND EVERY TEAR'S A WATERFALL
IS A WATERFALL
SO YOU CAN HURT, HURT ME BAD
BUT STILL I'LL RAISE THE FLAG
IT WAS A WATERFALL
EVERY TEARDROP IS A WATERFALL
I SHUT THE WORLD OUTSIDE UNTIL THE LIGHTS COME ON
MAYBE THE STREETS ALIGHT, MAYBE THE TREES ARE GONE
I FEEL MY HEART START BEATING TO MY FAVOURITE SONG
AND ALL THE KIDS THEY DANCE, ALL THE KIDS ALL NIGHT
UNTIL MONDAY MORNING FEELS ANOTHER LIFE
I TURN THE MUSIC UP
I'M ON A ROLL THIS TIME
AND HEAVEN IS IN SIGHT
I TURN THE MUSIC UP, I GOT MY RECORDS ON
FROM UNDERNEATH THE RUBBLE SING A REBEL SONG
DON'T WANT TO SEE ANOTHER GENERATION DROP
I'D RATHER BE A COMMA THAN A FULL STOP
MAYBE I'M IN THE BLACK, MAYBE I'M ON MY KNEES
MAYBE I'M IN THE GAP BETWEEN THE TWO TRAPEZES
BUT MY HEART IS BEATING AND MY PULSES START
CATHEDRALS IN MY HEART
AND WE SAW OH THIS LIGHT I SWEAR YOU, EMERGE BLINKING INTO
TO TELL ME IT'S ALRIGHT
AS WE SOAR WALLS, EVERY SIREN IS A SYMPHONY
AND EVERY TEAR'S A WATERFALL
IS A WATERFALL
SO YOU CAN HURT, HURT ME BAD
BUT STILL I'LL RAISE THE FLAG
IT WAS A WATERFALL
EVERY TEARDROP IS A WATERFALL
Coldplay
Composição: Peter Allen / Brian Eno / Guy Berryman / Jon Buckland / Chris Martin / Will Champion / Adrienne Anderson
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Momento de Poesia,
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Domingo, 12 de Junho de 2011
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