A Vida é uma eterna procura.
Este blog é uma viagem interior e o reflexo de uma permanente busca do encontro
com O Deus-Amor, com o próximo, comigo própria...

Enfim, é o espelho de um espírito inquieto.

Pintura de Paul Klee

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Tempo de Natal pode significar muita coisa... basta abrir os olhos e os ouvidos do coração!

 ... e Paz na Terra 
aos homens de boa vontade.
   
Verdade seja dita que a alegria, a festa e a empatia podem acontecer a qualquer momento e em qualquer lugar...
...e que, se naquele tempo os anjos celebraram cantando por terras de Belém, 
hoje em dia também podem descer à Terra sob a forma de mulheres e homens comuns, à hora de almoço, num centro comercial perto de nós... :)
...trazendo música consigo, pois claro,
ou alguém duvida disso?!?  :))

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Caçador de Sóis - Ala dos Namorados

Ouvir esta canção
sentir estas palavras
fez-me lembrar o amor grande que os meus pais viveram
e vivem,
lá,
ou cá,
onde estiverem...
Sou feliz. Faço parte da vossa história.

"Pelo céu às cavalitas
Escondi nos teus caracóis
A estrela mais bonita que eu já vi
Eu cresci com o encanto
De ser caçador de sóis
Eu já corri tanto, tanto, para ti
Fui um príncipe encantado
Montado nos teus joelhos
Um eterno enamorado a valer
Lancelote de algibeira
Mas segui os teus conselhos
Pra voltar à tua beira
E ser o que eu quiser
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança
Da nossa janela
Já deixei de ser criança
E tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela
Nos teus caracóis"

sábado, 4 de dezembro de 2010

Uma canção extraordinária. E em português.

Nem tudo o que passa por mim
Tem cheiro de cor
Nem tudo o que passa por mim
Tem sempre saborMas é com muita cor
que eu vivo.
E não finjo
que não existo.
Quem me deu
e dá
vida
não merece que viva sem cor.
Nem eu quero.
Nem eu deixo.
A cor,
o cheiro,
o sabor,
o toque,
o som e a música da vida...
Sou grata todos os dias pela sua presença.
E disfruto deles  suave e intensamente
como se não vivesse nem mais um dia.

sábado, 20 de novembro de 2010

Ao Pai. Bem-haja. Por tudo.


When I am down and my soul so weary
When troubles come and my heart burdened be
Then, I am still and wait here in the silence
Until you come and sit a while with me.
 
You raise me up, so I can stand on mountains
You raise me up, to walk on stormy seas
I am strong, when I am on your shoulders
You raise me up to more than I can be.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A música é assim mesmo. Faz milagres onde menos se espera. Faz o tempo ficar suspenso enquanto toca no mais fundo do nosso ser.

O filme "Amargo Pesadelo" estava na altura a ser rodado no interior dos Estados Unidos. O diretor alugou um posto de gasolina nos confins do mundo, onde aconteceria uma cena entre vários atores contracenando com o proprietário do posto, onde ele também morava com sua mulher e filho. Este último era autista e nunca saía do terreno da casa.
A equipa parou no posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o diretor teve a felicidade de encaixar no filme.

Num dos takes para refazer a cena do abastecimento, um dos atores que, sendo músico, andava sempre acompanhado do seu instrumento de cordas, aproveitando o intervalo da gravação e, já tendo percebido a presença de um garoto que dedilhava um banjo na varanda da casa, aproximou-se e começou a repetir a sequência musical deste.

Como houve uma "resposta musical" por parte do miúdo, o diretor apercebeu-se da importância da cena e mandou filmar. O restante pode ver-se no vídeo.
Alguns detalhes a não perder:
- o garoto é verdadeiramente um autista;
- ele não estava nos planos do filme;
- a alegria do pai ao presenciar o duelo dos banjos... dançando;
- a felicidade da mãe captada numa janela da casa;
- a reação autêntica de um autista quando o ator músico quer cumprimentá-lo.

Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do miúdo.
A sua expressão. No início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria.
A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície.
Depois, volta de novo para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada "por um acaso" no filme "Amargo Pesadelo" (Ano: 1972).

Aqui fica este momento inesquecível:

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Starry starry night

Uma homenagem incrível de Don McLean a Van Gogh.
Ver, ouvir, ler, viver com encantamento este encontro de génios em artes que se completam.
Maravilhoso...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Eu sou do tamanho do que vejo









«Da minha aldeia vejo quanto da terra
 Se pode ver do Universo…
Por isso a minha aldeia é tão grande
como outra terra qualquer.
Porque eu sou do tamanho do que vejo
e não do tamanho da minha altura…»

Fernando Pessoa

Ainda na onda da Shania: este vídeo está essssssssspectacular!

Para disfrutar até à medula.

sábado, 14 de agosto de 2010

"O FUNDO DA LINHA" - O tempo esgotou-se


Recifes de coral que levaram milhares de anos a formar-se. Peixes com 200 anos. Ecossistemas frágeis.
Tudo destruído com uma única passagem de uma rede de arrasto.
"Uma rede de arrasto pode varrer uma área do tamanho de 5 mil campos de futebol numa única viagem.
Está na hora de cumprir as regras ou de parar com a pesca de profundidade em alto mar." 

É inacreditável o mal que a inconsciência humana pode fazer!... Ou a ganância.
Revolta-me, dá-me náuseas, e tenho vontade de chorar, ao ver estas imagens.
Não consigo dizer mais nada.

Ver o filme:

"Uma rede de arrasto pode varrer uma área do tamanho de 5 mil campos de futebol numa única viagem.
Está na hora de cumprir as regras ou de parar com a pesca de profundidade em alto mar."  

A  Greenpeace está  a divulgar o vídeo O Fundo da Linha  para alertar para a destruição causada pela pesca de profundidade em  águas internacionais. Este vídeo conta com o apoio de Sigourney  Weaver e insta os governos de todo o mundo a adoptar medidas  concretas e urgentes para defender a vida marinha que se esconde nas  profundezas dos oceanos. 
A Greenpeace está na estrada para  sensibilizar consumidores para as ameaças que os ecossistemas  vulneráveis em alto mar enfrentam e pressionar os retalhistas a  tomar a liderança e parar de comercializar espécies de peixe de  profundidade. Estas grandes empresas têm o dever de garantir aos  seus consumidores a sustentabilidade de todo o peixe que vendem e de  não encorajar a destruição dos últimos refúgios de vida marinha do  planeta.
Este vídeo é  uma boa oportunidade para divulgar as ameaças  que os ecossistemas das águas profundas enfrentam.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A união da alma com Cristo por Edith Stein


«Eis o Esposo! Ide ao Seu encontro»
A união da alma com Cristo não é o mesmo que a comunhão entre duas pessoas humanas: começa com o baptismo e é constantemente reforçada com os outros sacramentos, é uma integração e um impulso de seiva – como nos diz o símbolo da videira e dos ramos (Jo 15). Este acto de união com Cristo provoca uma aproximação membro a membro entre todos os cristãos. Assim, a Igreja toma a figura do Corpo Místico de Cristo. Este corpo é um corpo vivo e o espírito que o anima é o Espírito de Cristo que, partindo da cabeça, se comunica a todos os membros; o espírito que emana de Cristo é o Espírito Santo, e por conseguinte a Igreja é o templo do Espírito Santo (cf 1Co 6, 19).
Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir co-padroeira da Europa
A mulher e o seu destino (a partir da trad. Amiot-Dumont 1956, p. 124)


Hoje é o dia da festa litúrgica de Santa Teresa Benedita da Cruz, mais conhecida pelo seu nome civil, Edith Stein. Nasceu judia, estudou filosofia, perdeu a fé, converteu-se a Cristo, fez-se Religiosa Carmelita e foi morta em Aschwitz, no Holocausto nazi.

Uma mulher extraordinária, a conhecer melhor.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Revisitando Fernão Capelo Gaivota


Lost, on a painted sky
Where the clouds are hung
For the poet's eye
You may find him
If you may find him....
There, on a distant shore
By the wings of dreams
Through an open door
You may know him, if you may...
Be as a page that aches for a word
Which speaks on a theme that is timeless
And the one God will make for your day
Sing
As a song in search of a voice that is silent
And the sun
God will make for your way
And we dance
To a whispered voice
Overheard by the soul,
Undertook by the heart
And you may know it
If you may know it
While the sand would become the stone
Which begat the spark
Turned to living bone
Holy, holy Sanctus, sanctus...
Be as a page that aches for a word
Which speaks on a theme that is timeless
And the one God will make for your day
Sing
As a song in search of a voice that is silent
And the one God will make for your way

sexta-feira, 30 de julho de 2010

"Alimenta-te de Deus, e saboreia o que ultrapassa todo o sabor..."


Passo a Rezar - Uma descoberta recente 
Deixo aqui o link para um site extraordinário,
que pode ser uma ajuda preciosa 
na experiência interior e pessoal da oração,
no caminho do encontro com o Pai:

E uma paragem especial em:
"Deixa que a respiração profunda do teu ser aconteça.
Só isso.
Não interrogues nem busques:
deixa que seja Deus a procurar-te.
Não caminhes:
Deus virá ao teu encontro.
Não procures contemplar:
permite antes que Deus te contemple.
Não rezes:
deixa que, em silêncio, Ele reze o que tu és."

"Não és apenas tu que tens sede e desejo de Deus:
Deus deseja a tua presença,
corre de mil maneiras ao teu encontro!
Encanta-se contigo.
Permite que Deus veja mesmo o teu rosto.
Deixa Deus revelar no teu rosto
a beleza e a paz que sozinho não consegues ver."

terça-feira, 27 de julho de 2010

Turtle Quartet - Respira-se talento e genialidade por aqui...

A reinvenção... das cordas!

Model Trane

Snow What

Bach's Lunch
Variations on themes by J.S.Bach

Seven Steps to Bach
Bach ou Jazz?... Ou melhor: Bach e Jazz?!?!?!?

O caminho menos óbvio, mas não menos necessário...

“Seria mais fácil...
Fazer como todo mundo faz
Caminho mais curto
Produto que vende mais...

Mas nós dançamos no silêncio
Choramos no carnaval
Não vemos graça nas gracinhas da tv
Morremos de rir no horário eleitoral...

Sabemos que não é bem assim...”
 
Humberto Gessinger

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Contentar-se com o necessário

Por: JOSÉ REBELO, Director da revista World Mission

Artigo de opinião da Revista Além-Mar de Abril de 2010


Relações pessoais, comunhão, meditação, empenho de fé podem fazer muito mais que o dinheiro pela nossa felicidade.

A cultura consumista que se impôs no Ocidente conseguiu espalhar-se pelo planeta inteiro, chegando até aos mais remotos lugares. O resultado desta colonização cultural está à vista, em todo o lado: as pessoas acabam por fazer compras mais para satisfazer necessidades impostas do que necessidades reais. Deixa-nos perplexos, por exemplo, ver que há pessoas que lutam pela sua sobrevivência diária, no meio de grandes dificuldades, para chegar ao fim do mês com o magro salário que ganham, e que, apesar disso, exibem telemóveis sofisticados – por vezes, tendo até mais que um – para depois virmos a saber que tiveram de os ir depositar na penhora em troca por dinheiro para satisfazer necessidades mais imediatas.
Em menos de meio século, houve um aumento de seis vezes mais nos índices de consumo, sob a pressão de um forte condicionamento cultural que influencia o comportamento das pessoas. Líderes de governos e economistas de renome defendem que o consumo é necessário para estimular o crescimento da economia. E a florescente indústria da publicidade seduz continuamente as pessoas, fazendo-lhes acreditar que serão mais felizes se tiverem acesso aos bens e serviços do progresso material.
Mas precisamos realmente de comprar e possuir tantos bens de consumo que a modernidade nos oferece? Tom Hodgkinson escreveu recentemente no Guardian: «De facto, nós sobrevivemos bastante bem, durante milénios, sem computadores e telemóveis. Shakespeare não possuía Blackberry e Aristóteles conseguiu ser o que foi sem um Iphone. O Cristianismo espalhou-se pelo mundo inteiro sem blogues e Internet. Cristo fez o sermão da montanha e deu a conhecer o seu programa sem recorrer a uma apresentação powerpoint. Toda esta nossa tecnologia não é necessária para se ter uma vida feliz.»
Esta linha de pensamento «provocadora» ajuda-nos a focalizar a nossa reflexão naquilo que é essencial na vida e no que queremos fazer do nosso mundo. O consumismo desenfreado é a maior causa da degradação ambiental, para além de ser também causa de degradação moral; as pessoas atiram para trás das costas os valores morais para alimentarem uma sede de ter e de prazer que sacrifica valores e comportamento éticos. Muitos dos ecossistemas da Terra estão em risco de extinção e nós vivemos num planeta com recursos limitados: não podemos continuar a explorá-los desta maneira, pois pomos em risco o futuro, nosso e das gerações vindouras.
A ciência e a economia não possuem a fórmula para salvar o nosso planeta das nossas destrutivas maneiras de viver. A solução está na decisão de vivermos de uma maneira mais sustentável, que implica a opção por vivermos vidas mais simples e modestas, contentes em termos o necessário. Esta opção leva necessariamente a não cooperar com uma cultura do desperdício que promove o consumo, a destruição das coisas só porque têm de ser substituídas por outras novas.
A compulsão para comprar e exibir os bens de consumo conotados com moda e estatuto social – carros de luxo, roupas de marca, gadgets electrónicos – é sintoma de baixa auto-estima e dependência. O desafio é combater essa compulsão promovendo uma visão da vida, uma espiritualidade, que abrace os mais genuínos valores da simplicidade, da solidariedade e da comunhão com a Natureza e os demais seres humanos. O dinheiro e os bens de consumo que ele pode comprar podem contribuir para o nosso bem-estar mas não nos asseguram a felicidade. Sobriedade, domínio e dom de si, verdade, amor, relações pessoais autênticas, comunhão, meditação, empenho de fé podem fazer muito mais pela nossa felicidade.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Santa Brígida, uma Santa que viveu "com os pés assentes na terra" e o coração preso a Deus

"Indicando Santa Brígida como co-Padroeira da Europa, desejo torná-la conhecida não só aos que receberam a vocação de uma vida de especial consagração, mas também aos que são chamados às naturais ocupações da vida laical no mundo e, sobretudo, à exímia e exigente vocação de formar uma família cristã.

Sem se deixar influenciar pelas condições de bem-estar do seu meio aristocrático, ela viveu com o marido Ulf uma experiência conjugal, onde o amor esponsal se uniu à oração intensa, ao estudo da Sagrada Escritura, à mortificação e à caridade. Juntos fundaram um pequeno hospital, onde frequentemente cuidavam dos enfermos. Brígida tinha também o hábito de servir pessoalmente os pobres. Ao mesmo tempo, era apreciada pelas suas qualidades pedagógicas, que teve ocasião de pôr em prática no período em que lhe foi pedido que servisse na Corte de Estocolmo. Desta experiência amadureceram os conselhos que, em diversas ocasiões, veio a dar aos príncipes e soberanos, para desempenharem correctamente as suas funções. Mas os primeiros a beneficiar de tudo isto foram certamente os seus filhos, e não é por acaso que uma das suas filhas, Catarina, é venerada como santa. [...]


Depois da morte do esposo, ouviu a voz de Cristo que lhe confiou nova missão, guiando-a passo a passo com uma série de graças místicas extraordinárias. [...] Com a força que é o eco dos antigos grandes profetas, ela falava com segurança a príncipes e pontífices, revelando os desígnios de Deus acerca dos acontecimentos históricos. Não poupou severas advertências, nem mesmo em matéria da reforma moral do povo cristão e do próprio clero [...]


Nas terras escandinavas, pátria de Brígida, que estão separadas da plena comunhão com a Sé de Roma após os tristes acontecimentos do século XVI, a figura da Santa sueca permanece como um precioso elo ecuménico, também reforçado pelo esforço realizado neste sentido pela Ordem religiosa por ela fundada."



João Paulo II
in Carta apostólica Spes Aedificandi (a partir da trad. DC2213, 7/11/99)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

terça-feira, 22 de junho de 2010

A um Menino muito Especial, de quem não trocaria um beijo pelo doce mais delicioso do mundo!


   Dedico este filme maravilhoso 
   ao meu rapazinho mais pequeno,
   que faz anos esta semana
   e que tem a idade aproximada
   do pequeno herói desta história.

   Desejo que o meu Amor por ti te ajude a crescer
   tal como a dedicação deste menino ajudou a flor 
   a ficar assim grande, forte e linda!...
   ... porque o inverso tem acontecido todos os dias:
   contigo, tenho aprendido a Ser melhor.

  A maior flor do mundo
   Contado por José Saramago.


Seguindo o link
http://flocos.tv/curta/a-flor-mais-grande-do-mundo/Trata-se
consegue-se visualizar no próprio site
aumentando a imagem até ao tamanho do écran.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pink Glove Dance - Uma boa ideia por uma boa causa

Sensibilização contra o cancro da mama.
Uma iniciativa bem disposta e imaginativa de um hospital americano na luta contra um problema grave e que nada tem de divertido.

domingo, 30 de maio de 2010

O que fazer com as pedras do caminho...

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, 
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, 
e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver 
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas 
e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, 
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. 
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. 
É saber falar de si mesmo. 
É ter coragem para ouvir um "não". 
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Parte inicial do texto de Augusto Cury, e última parte de autor desconhecido

sábado, 29 de maio de 2010

Dando valor ao que tem Valor


Os amigos que tens 
e cuja amizade já puseste à prova,
prende-os à tua Alma com ganchos de aço.

domingo, 23 de maio de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

Extraordinária Empatia

Quando a empatia acontece entre seres tão distintos,
faz-nos acreditar que o Mundo é muito mais belo
do que às vezes parece quando o olhamos com superficialidade...

sábado, 24 de abril de 2010

... e novamente Michael Bublé.

Catitas, estes vídeos!
Bem, das canções... nem se fala!
De estalo!!!
You're a falling star
You're the getaway car
You're the line in the sand
When I go too far
You're the swimming pool
On an august day
And you're the perfect thing to say

And you play it coy but it's kind’a cute
Oh when you smile at me you know exactly what you do
Baby don't pretend that you don't know it's true
‘Cause you can see it when I look at you

And in this crazy life
And through these crazy times
It's you
It's you
You make me sing
You're every line
You're every word
You're everything

You're a carousel
You're a wishing well
And you light me up
When you ring my bell
You're a mystery
You're from outer space
You're every minute of my every day

And I can't believe that I'm your man
And I get to kiss you baby just because I can
Whatever comes our way
We'll see it through
And you know that's what our love can do

And in this crazy life
And through these crazy times
It's you
It's you
You make me sing
You're every line
You're every word
You're everything

You're every song
And I sing along
'Cause you're my everything

Beautiful moments... with Sting

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Nada me falta

O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma.

Ele me guia por sendas direitas,
por amor do Seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o Vosso cajado e o Vosso báculo me enchem de confiança.

Para mim preparais a mesa, à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça, e o meu cálice transborda.

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor para todo o sempre.

Salmo 23
Sou um ser feliz,
porque mesmo nos momentos mais difíceis da minha vida
nunca tenho perdido o norte, nem o pé,
porque o meu Senhor está sempre comigo
e faz-me sentir segura e amada.
Muito amada.
Este salmo é um hino belo e real,
e por isso me diz tanto,
porque o sinto intensa e interiormente.
E todas as noites adormeço em paz
porque me aconchego no Seu regaço.
É muito belo e demasiado difícil de explicar.
Até porque nem sequer é tão profundo quanto devia ser
ou quanto eu queria que fosse
ou quanto eu suspeito que possa ser
se vivido com total entrega.
E eu sou muito pequenina e limitada,
por isso ainda me falta muito para chegar mais perto...
... mas continuo a tentar.
Não desisto.
Sou teimosa.
E persistente.
E optimista.
Por isso continuo o meu caminho
procurando a Sua Mão
para me acompanhar,
conduzir
e proteger.
Helena

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Botellas al Mar - Abel Pintos


Una alerta roja que suena,
no mas guerras, no mas penas,
un niño desnudo que ruega
que la sensatez vuelva a su lugar,
que en vez de cañones fabriquen pan.

Un velero blanco navega,
no mas buques chimenea,
un lobo marino que ruega
que la sensatez vuelva a su lugar,
que en vez de matarlos los cuiden mas.

Voy mirando donde las armas,
como heridas abiertas,
voy mirando donde las armas,
esperando una respuesta.

Un pañuelo blanco flamea,
por un hombre sin fronteras,
una niña negra que ruega,
que la sensatez vuelva a su lugar,
que en vez de rencores sembremos paz.

Palomita blanca que llevas,
el mensaje de mi tierra,
dile a los genios que inventan,
que la sensatez vuelva a su lugar,
que con la vida no juegan mas.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Escuta a chuva a chegar

"Esta trepidante cultura nossa, da agitação e do barulho, gostar de sossego é uma excentricidade.
Sob a pressão do ter de parecer, ter de participar, ter de adquirir, ter de qualquer coisa, assumimos uma infinidade de obrigações. Muitas desnecessárias, outras impossíveis, algumas que não combinam connosco nem nos interessam.

Não há perdão nem amnistia para os que ficam de fora da ciranda: os que não se submetem mas questionam, os que pagam o preço da sua relativa autonomia, os que não se deixam escravizar, pelo menos sem alguma resistência.
O normal é ser actualizado, produtivo e bem informado. É indispensável circular, ser bem-relacionado. Quem não corre com a manada, praticamente nem existe, se não tomar cuidado, põem-no numa jaula: um animal estranho.

Pressionados pelo relógio, pelos compromissos, pela opinião alheia, disparamos sem rumo – ou por trilhos determinadas – como hamsters que se alimentam da sua própria agitação.
Ficar sossegado é perigoso: pode parecer doença. Recolher-se em casa ou dentro de si mesmo ameaça quem apanha um susto de cada vez que examina a sua alma.
Estar sozinho é considerado humilhante, sinal de que não «se arranjou» ninguém – como se a amizade ou o amor se «arranjasse» numa loja.

Além do desgosto pela solidão, temos horror à quietude. Pensamos logo em depressão: quem sabe terapia e antidepressivos? Uma criança que não brinca ou salta ou participa de actividades frenéticas está com algum problema.
O silêncio assusta-nos por retumbar no vazio dentro de nós. Quando nada se move nem faz barulho, notamos as frestas pelas quais nos espiam coisas incómodas e mal--resolvidas, ou se observa outro ângulo de nós mesmos. Damo-nos conta de que não somos apenas figurinhas atarantadas correndo entre a casa, o trabalho e o bar, a praia ou o campo.

Existe em nós, geralmente nem percebido e nada valorizado, algo para além desse que paga contas, faz amor, ganha dinheiro, e come, envelhece, e um dia (mas isso é só para os outros!) vai morrer. Quem é esse que afinal sou eu? Quais os seus desejos e medos, os seus projectos e sonhos?
No susto que essa ideia provoca, queremos ruído, ruídos. Chegamos a casa e ligamos a televisão antes de largarmos a carteira ou a pasta. Não é para assistirmos a um programa: é pela distracção.
O silêncio faz pensar, remexe águas paradas, trazendo à tona sabe Deus que desconcerto nosso. Com medo de vermos quem – ou o que – somos, adiamos o confronto com a nossa alma sem máscaras.

Mas, se aprendermos a gostar um pouco de sossego, descobrimos – em nós e no outro – regiões nem imaginadas, questões fascinantes e não necessariamente negativas.
Nunca esqueci a experiência de quando alguém me pôs a mão no ombro de criança e disse:
— Fica quietinha um momento só, escuta a chuva a chegar.
E ela chegou: intensa e lenta, tornando tudo singularmente novo. A quietude pode ser como essa chuva: nela nos refazemos para voltarmos mais inteiros ao convívio, às tantas frases, às tarefas, aos amores.
Então, por favor, dêem-me isso: um pouco de silêncio bom, para que eu escute o vento nas folhas, a chuva nas lajes, e tudo o que fala muito para além das palavras de todos os textos e da música de todos os sentimentos."

Lya Luft
Pensar é transgredir
Lisboa, Presença, 2005
Texto adaptado
Foto de Lior Dayan

terça-feira, 13 de abril de 2010

Uma canção contagiante, energia positiva às pázadas

Adoro, adoro, adoro esta música!
Alto-astral, *****.
Deixo-a aqui,
e dedico-a ao meu Maridão,
parceiro de festarolas,
de tribulações,
e também de passeios de hipermercado... :)))

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Suzanne Vega & Stacey Kent, Waters of march - Águas de Março

Já está fora do mês, mas é LINDO em qualquer época do ano!

"Estou muito contente com a forma como a minha carreira se desenvolveu, o que aconteceu de forma orgânica. Não tive nenhum grande sucesso inicial e estou longe disso. Acredito que as coisas devem crescer naturalmente, para que possamos ter orgulho de nós próprios em função daquilo que fazemos. A auto-estima é muito importante. Se atingirmos demasiadas coisas, demasiado cedo, demasiado depressa, não podemos apreciar a jornada. E não estou a ser complacente em relação à sorte que tenho."
Stacey Kent, em entrevista ao jornal regional Reconquista, de 18 de Março de 2010
Sábias palavras...

sábado, 3 de abril de 2010

O Grande Deus das pequenas coisas ...

Tempo de Páscoa não é tempo de coelhos e de ovos.

Tempo de Páscoa
é Tempo de Reflexão, Revisão e Transformação de Vida...
... e, já agora, de Gratidão.
Porque houve ALGUÉM
que Se lembrou de dar a Sua Vida
para transformar as nossas...
Vale a pena tentarmos fazer a nossa (pequena) parte
de modo a contribuir para que tenha valido
e continue a valer o Esforço.

"Nesta vida não podemos realizar grandes coisas.
Podemos apenas fazer pequenas coisas
com um grande amor."

Madre Teresa de Calcutá
"Encontrei um paradoxo:
que se eu amar até doer,
não poderá haver mais dor,
somente amor."

"Não sei ao certo como é o Paraíso,
mas sei que quando morrermos
e chegar o tempo de Deus nos julgar
Ele NÃO perguntará
Quantas coisas boas fizeste na tua vida?,
antes perguntará
Quanto AMOR colocaste naquilo que fizeste?"

"O amor, para ser genuíno,
não tem que ser extraordinário.
O que é preciso é amarmos
sem nos cansarmos de o fazer."

"Cada vez que sorrio para alguém,
é uma acção de amor,
um presente para essa pessoa,
uma coisa linda."

"Tenha fé nas pequenas coisas,
pois é nelas que a sua força reside."

"Sei que Deus não me dará nada
com que eu não consiga lidar.
Apenas gostaria que Ele não confiasse tanto em mim."

"Espalha o teu amor por onde quer que vás."

Madre Teresa de Calcutá


"Espero passar por este mundo apenas uma vez.
Portanto, tudo o que possa fazer de bom,
qualquer bondade que possa mostrar
ou qualquer coisa boa que possa fazer pelo próximo,
deixem-me fazê-lo agora.
Que não o adie ou negligencie,
pois não vou passar outra vez por aqui."

William Penn (1644-1718)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Gymnopédies, de Erik Satie - Para recordar alguém muito, mas mesmo muito especial...

Música de sempre, para sempre

...para respirar,

sem pressas,

o tempo que passa...

... tout doucement ...




Fez há pouco tempo um ano
que aconteceu uma grande mudança na minha vida:
despedi-me de uma pessoa muito especial.
Apenas me consola saber
que foi uma despedida temporária...

Deixo aqui uma pequena homenagem
a um Homem de bom gosto,
e que sabia bem o que era
disfrutar do que a Vida tem de melhor
para nos dar.
Esta foi uma das lições de vida
que eu pude aprender com ele
ao longo dos anos,
e que guardo comigo
como um tesouro muito estimado.

Bem-haja, Pai!

De uma filha cheia de saudades.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A Amizade é Incurável

Eu talvez não tenha muitos amigos.

Mas os que eu tenho são os melhores
que alguém poderia ter.

Além disso tenho sorte, porque os
amigos que tenho têm muitos
amigos e os dividem comigo.

Assim o meu número de amigos sempre
aumenta, já que eu sempre ganho
amigos dos meus amigos.

Foi assim aqui, uns eu ganhei há tempos,
outros são mais recentes.

E quem os deu não ficou sem eles,
pois a amizade pode sempre ser
dividida sem nunca diminuir
ou enfraquecer.

Pelo contrário, quanto mais dividida,
mais ela aumenta.

E há mais vantagens na amizade:
é uma das poucas coisas que não
custam nada e valem muito,
embora não sejam vendáveis.

Entretanto, é preciso que se cuide um
pouco das amizades. As mais recentes,
por exemplo, precisam de alguns cuidados.
Poucos, é verdade, mas indispensáveis.

É preciso mantê-los com um
certo calor,falar com eles mais
amiúde e no início, com muito jeito.

Com o tempo eles crescem, ficam
fortes e até suportam alguns trancos.

Os mais antigos, já sólidos, não exigem
muito, são como as mudas das plantas,
que depois de enraizadas, parecem
poder viver sem cuidados, porém não
podem jamais ser esquecidas.

Algo é preciso para mantê-las vivas.

Prezo muito minhas amizades e
reservo sempre um canto no
meu peito para elas.

E, sempre que surge a ocasião, também
não perco a oportunidade de dar um
amigo a um amigo, da mesma forma
que eu ganhei vocês.

E não adiantam as despedidas.
De um amigo ninguém se livra fácil.

A amizade além de contagiosa
é totalmente incurável.


Vinicius de Morais

terça-feira, 2 de março de 2010

Com o tempo aprendi

Diz-se que este texto é de Shakespeare...
Mesmo que não o seja,
mesmo sendo longo,
vale a pena ler e ouvir.Como passar do tempo aprendemos a diferença,
a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
Aprendemos que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.
Começamos a aprender que beijos não são contratos,
e presentes não são promessas.
Começamos a aceitar as nossas derrotas
com a cabeça erguida e olhos adiante,
com a graça de um adulto,
e não com a tristeza de uma criança.
Aprendemos a construir todas as nossas estradas no hoje,
porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume de cair no meio do vão.
Com o passar do tempo, aprendemos que
o sol queima se ficarmos expostos por muito tempo.
E aprendemos que não importa o quanto nos importemos,
algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceitamos que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai ferir-nos de vez em quando e é preciso perdoá-la por isso.
Aprendemos que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobrimos que são precisos anos para conquistar a confiança de alguém
e apenas segundos para destruí-la.
E que podemos fazer coisas num instante apenas,
das quais nos arrependeremos para o resto da vida.
Aprendemos que verdadeiras amizades
continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E que o que importa não é o que temos na vida,
mas quem temos na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprendemos que não temos que mudar de amigos,
se compreendermos que os amigos mudam.
Percebemos que nós e o nosso melhor amigo
podemos fazer qualquer coisa,
ou nada,
e passarmos bons momentos juntos.
Descobrimos que as pessoas com quem mais nos importamos na vida
são levadas de junto de nós muito depressa,
por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos
com palavras amorosas:
pode ser a última vez que as vejamos.
Aprendemos que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós,
mas também que nós somos responsáveis por nós próprios.
Começamos a aprender que não nos devemos comparar com os outros,
mas sim com o melhor que podemos ser.
Descobrimos que se leva muito tempo para tornarmo-nos na pessoa que queremos ser,
e que o tempo é curto.
Aprendemos que não importa onde já chegámos,
mas para onde nos dirigimos;
no entanto, se não sabemos para onde vamos,
qualquer caminho serve.
Aprendemos que, ou controlamos os nossos actos,
ou eles nos controlarão,
e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação,
existem sempre dois lados.
Aprendemos que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as consequências.
Aprendemos que paciência requer muita prática.
Descobrimos algumas vezes
que a pessoa que esperamos que nos rejeite quando caímos,
é uma das poucas que nos ajudam a levantar-nos.
Aprendemos que maturidade
tem mais a ver com as experiências por que passámos
e o que aprendemos com elas,
do que com quantos aniversários celebrámos.
Aprendemos que há mais dos nossos pais em nós próprios
do que supúnhamos.
Aprendemos que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são tolices;
poucas coisas são tão humilhantes
e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprendemos que quando estamos com raiva,
temos o direito de estar com raiva,
mas isso não nos dá o direito de sermos cruéis.
Descobrimos que só porque alguém não nos ama
do modo que gostaríamos que amasse,
isso não significa que esse alguém não nos ame
com quantas forças tem,
pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem como demonstrá-lo ou vivê-lo.
Aprendemos que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,
algumas vezes temos que aprender a perdoar-nos a nós próprios.
Aprendemos que, com a mesma severidade com que julgamos,
assim seremos algum dia julgados.
Aprendemos que não importa em quantos pedaços o nosso coração foi partido,
o mundo não pára para que o consertemos.
Aprendemos que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, há que plantar o nosso jardim,
decorar a nossa alma,
ao invés de esperar que alguém nos traga flores.
E aprendemos que temos forças para aguentar,
que realmente somos fortes,
e que podemos ir muito mais longe,
depois de pensarmos que não podemos mais.
E que realmente a vida tem valor
e que temos valor diante da vida!
As nossas dúvidas são traidoras
e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar,
se não fosse o medo de tentar.

Dedicado aos Meus Amigos, com Muito Carinho

Os meus verdadeiros Amigos
são todos assim:
metade loucura,
metade santidade.
Escolho-os, não pela pele,
mas pela pupila:
tem que ter brilho questionador
e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles
que fazem de mim
“louco” e “santo”.
Deles não quero respostas,
quero o meu avesso.
Deles preciso
que me tragam dúvidas e angústias
e aguentem o que há de pior em mim.
Ser Amigo, daqueles Verdadeiros,
Mesmo Verdadeiros,
é coisa de Louco.
Louco que se senta,
em horas e horas
de conversa ou de silêncio
e espera a chegada
da lua cheia...
Amigos, Verdadeiros Amigos,
preciso deles santos,
para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho os meus Amigos
pela cara lavada
e pela alma exposta.
Não preciso de risos previsíveis,
nem de choros piedosos.
Não quero deles só o ombro ou o colo,
quero também a sua maior alegria...
Amigo que não ri em conjunto,
não sabe sofrer em conjunto.
Os meus amigos são todos assim:
metade loucura,
metade seriedade.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e metade velhice:
- crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto...
- e velhos, para que nunca tenham pressa.
Preciso deles para saber quem eu sou,
pois vendo-os e conhecendo-os loucos e santos,
tolos e sérios,
crianças e velhos,
nunca me esquecerei
que a normalidade
é uma ilusão... estéril!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Heal the World - Michael Jackson

"Think about the generations and they say:
We want to make it a better place for our children and our
children's children. So that they know it's a better world for
them; and think if they can make it a better place."
1. There's a place in your heart and I know that it is love,
and this place could be much brighter then
And if you really try, you'll find there's no need to cry,
in this place you'll feel there's no hurt or sorrow.
There are ways to get there, if you care enough for the living.
Make a little space, make a better place.

Heal the world, make it a better place
For you and for me and the entire human race.
There are people dying. If you care enough for the living,
Make a better place for you and for me.

2. If you want to know why there's a love that cannot lie.
Love is strong, it only cares for joyful giving.
If we try, we shall see, in this bliss we cannot feel
fear or dread, we stop existing and start living.
Then it feels that always love's enough for us growing.
Make a better world, make a better world.

And the dream we were conceived in will reveal a joyful face
And the world we once believed in will shine again in grace
Then why do we keep strangling life
Wound this earth, crucify it's soul
Though it's plain to see, this world is heavenly. Be God's glow!

3. We could fly so high, and our spirits never die.
In my heart I feel you are all my brothers.
Create a world with no fear, together we'll cry happy tears,
see the nations turn their swords into plowshares.
We could really get there, if you cared enough for the living.
Make a little space, to make a better place.

Heal the world we live in

Save it for our children

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Palavras de vida de Rosa Lobato Faria

"(...) Aos 17 anos entrei para a Faculdade sem fazer a mínima ideia do que isso fosse. Aos 19 casei-me,ainda completamente em branco (e não me refiro só à cor do vestido). Só seis anos, três filhos e centenas de livros mais tarde é que resolvi arrumar os meus valores como quem arruma um guarda-vestidos. Isto não, isto não se usa, isto não gosto, isto sim, isto seguramente, isto talvez. Os preconceitos foram os primeiros a desandar, assim como todos os itens que à pergunta porquê só me tinham respondido porque sim, ou, pior, porque sempre foi assim. E eu, tumba, lixo, se sempre foi assim é altura de deixar de ser e começar a abrir caminho às gerações futuras (ainda não sabia que entre os meus 12 netos se contariam nove mulheres). Ouvi ontem uma jovem a dizer, a revolução que nós fizemos nos últimos anos. Não meu amor: a revolução que NÓS fizemos nos últimos 50 anos. Mas não interessa quem fez o quê. É preciso é que tenha sido feito. E que seja feito. E eu fiz tudo, quando ainda não era suposto. Quando descobri que ser livre era acreditar em mim própria, nos meus poucos, mas bons, valores pessoais.

Depois foram as circunstâncias da vida. A alegria de mais um filho, erros, acertos, disparates, generosidades, ingenuidades, tudo muito bom para aprender alguma coisa. Tudo muito bom. Aprender é a palavra chave e dou por mal empregue o dia em que não aprendo nada. Ainda espero ter tempo de aprender muita coisa, agora que decidi que a Bíblia é uma metáfora da vida humana e posso glosar essa descoberta até, praticamente, ao infinito.

Pois é. Eu achava, pobre de mim, que era poetisa. Ainda não sabia que estava só a tirar apontamentos para o que havia de fazer mais tarde. A ganhar intimidade, cumplicidade com as palavras. Também escrevia crónicas e contos e recados à mulher-a-dias. E de repente, aos 63 anos, renasci. Cresceu-me uma alma de romancista e vá de escrever dez romances em 12 anos, mais um livro de contos (Os Linhos da Avó) e sete ou oito livros infantis. (Esta não é a minha área, mas não sei porquê, pedem-me livros infantis. Ainda não escrevi nenhum que me procurasse como acontece com os romances para adultos, que vêm de noite ou quando vou no comboio e se me insinuam nos interstícios do cérebro, e me atiram para outra dimensão e me fazem sorrir por dentro o tempo todo e me tornam mais disponível, mais alegre, mais nova).

Isto da idade também tem a sua graça. Por fora, realmente, nota-se muito. Mas eu pouco olho para o espelho e esqueço-me dessa história da imagem. Quando estou em processo criativo sinto-me bonita. É como se tivesse luzinhas na cabeça. Há 45 anos, com aquela soberba muito feminina, costumava dizer que o meu espelho eram os olhos dos homens. Agora são os olhos dos meus leitores, sem distinção de sexo, raça,
idade ou religião. É um progresso enorme.

(...) senti-me tentada a escrever para o palco, que é uma das coisas mais consoladoras que existem (outra pessoa diria gratificantes, mas eu, não sei porquê, embirro com essa palavra). Não há nada mais bonito do que ver as nossas palavras ganharem vida, e sangue, e alma, pela voz e pelo corpo e pela inteligência dos actores. Adoro actores. Mas não me atrevo a fazer teatro porque não aprendi.

Que mais? Ah, as cantigas. Já escrevi mais de mil e 500 e é uma das coisas mais divertidas que me aconteceu. Ouvir a música e perceber oque é que lá vem escrito, porque a melodia, como o vento, tem uma alma e é preciso descobrir o que ela esconde. Depois é uma lotaria. Ou me cantam maravilhosamente bem ou tristemente mal. Mas há que arriscar e, no fundo, é só uma cantiga. Irrelevante.

Se isto fosse uma autobiografia teria muitas outras coisas para contar. Mas não conto. Primeiro, porque não quero. Segundo, porque só me dão este espaço que, para 75 anos de vida, convenhamos, não é excessivo. Encontramo-nos no meu próximo romance."

in "Autobiografia", de Rosa Lobato Faria