A Vida é uma eterna procura.
Este blog é uma viagem interior e o reflexo de uma permanente busca do encontro
com O Deus-Amor, com o próximo, comigo própria...

Enfim, é o espelho de um espírito inquieto.

Pintura de Paul Klee

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Tempo de Natal pode significar muita coisa... basta abrir os olhos e os ouvidos do coração!

 ... e Paz na Terra 
aos homens de boa vontade.
   
Verdade seja dita que a alegria, a festa e a empatia podem acontecer a qualquer momento e em qualquer lugar...
...e que, se naquele tempo os anjos celebraram cantando por terras de Belém, 
hoje em dia também podem descer à Terra sob a forma de mulheres e homens comuns, à hora de almoço, num centro comercial perto de nós... :)
...trazendo música consigo, pois claro,
ou alguém duvida disso?!?  :))

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Caçador de Sóis - Ala dos Namorados

Ouvir esta canção
sentir estas palavras
fez-me lembrar o amor grande que os meus pais viveram
e vivem,
lá,
ou cá,
onde estiverem...
Sou feliz. Faço parte da vossa história.

"Pelo céu às cavalitas
Escondi nos teus caracóis
A estrela mais bonita que eu já vi
Eu cresci com o encanto
De ser caçador de sóis
Eu já corri tanto, tanto, para ti
Fui um príncipe encantado
Montado nos teus joelhos
Um eterno enamorado a valer
Lancelote de algibeira
Mas segui os teus conselhos
Pra voltar à tua beira
E ser o que eu quiser
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança
Da nossa janela
Já deixei de ser criança
E tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela
Nos teus caracóis"

sábado, 4 de dezembro de 2010

Uma canção extraordinária. E em português.

Nem tudo o que passa por mim
Tem cheiro de cor
Nem tudo o que passa por mim
Tem sempre saborMas é com muita cor
que eu vivo.
E não finjo
que não existo.
Quem me deu
e dá
vida
não merece que viva sem cor.
Nem eu quero.
Nem eu deixo.
A cor,
o cheiro,
o sabor,
o toque,
o som e a música da vida...
Sou grata todos os dias pela sua presença.
E disfruto deles  suave e intensamente
como se não vivesse nem mais um dia.

sábado, 20 de novembro de 2010

Ao Pai. Bem-haja. Por tudo.


When I am down and my soul so weary
When troubles come and my heart burdened be
Then, I am still and wait here in the silence
Until you come and sit a while with me.
 
You raise me up, so I can stand on mountains
You raise me up, to walk on stormy seas
I am strong, when I am on your shoulders
You raise me up to more than I can be.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A música é assim mesmo. Faz milagres onde menos se espera. Faz o tempo ficar suspenso enquanto toca no mais fundo do nosso ser.

O filme "Amargo Pesadelo" estava na altura a ser rodado no interior dos Estados Unidos. O diretor alugou um posto de gasolina nos confins do mundo, onde aconteceria uma cena entre vários atores contracenando com o proprietário do posto, onde ele também morava com sua mulher e filho. Este último era autista e nunca saía do terreno da casa.
A equipa parou no posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o diretor teve a felicidade de encaixar no filme.

Num dos takes para refazer a cena do abastecimento, um dos atores que, sendo músico, andava sempre acompanhado do seu instrumento de cordas, aproveitando o intervalo da gravação e, já tendo percebido a presença de um garoto que dedilhava um banjo na varanda da casa, aproximou-se e começou a repetir a sequência musical deste.

Como houve uma "resposta musical" por parte do miúdo, o diretor apercebeu-se da importância da cena e mandou filmar. O restante pode ver-se no vídeo.
Alguns detalhes a não perder:
- o garoto é verdadeiramente um autista;
- ele não estava nos planos do filme;
- a alegria do pai ao presenciar o duelo dos banjos... dançando;
- a felicidade da mãe captada numa janela da casa;
- a reação autêntica de um autista quando o ator músico quer cumprimentá-lo.

Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do miúdo.
A sua expressão. No início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria.
A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície.
Depois, volta de novo para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada "por um acaso" no filme "Amargo Pesadelo" (Ano: 1972).

Aqui fica este momento inesquecível: